O LACS fez uma parceria com o Out Fest, Cascais, para mostrar o trabalho de novos e já afirmados artistas neste festival de música eletrónica no Parque Marechal Carmona. Para saber mais sobre o projeto, falámos com José Filipe Rebelo Pinto, fundador do Out Fest e da empresa promotora NCS, Bárbara Noronha, diretora de comunicação da MANICÓMIO, projeto social que promove o trabalho de artistas com doença mental, e João Raimundo, sócio fundador do LACS, responsável pelas artes.

 

O foco principal do Out Fest tem sido a música eletrónica, mas agora, no seu quarto ano, os organizadores do festival foram além do palco principal para explorar outras áreas de Cascais, bem como outros setores das artes. “A ideia por trás do Out Fest é que seja um tipo de evento diferente durante o dia no Parque Marechal Carmona, em Cascais. Pretende-se trazer nova vida a Cascais em diversas áreas, não apenas na música”, explicou José Filipe Rebelo Pinto, fundador da Out Fest.

 


"Este ano, criámos mais parcerias, incluindo a do LACS, na qual introduzimos a arte no festival através de um painel de 70 metros de comprimento no parque", acrescentou.

 

LACS como um “espaço de trabalho para mentes criativas” 

O LACS convidou dois dos seus parceiros de projetos sociais e artísticos para selecionar artistas promissores e artistas estabelecidos para exporem os seus trabalhos nos painéis reservados para Out Fest: Mar e Manicómio. O relacionamento com os parceiros selecionados para os painéis artísticos do Out Fest vem desde a inauguração do primeiro LACS a 8 de junho de 2018: “assinámos um protocolo naquele dia com a Manicómio para dar mais visibilidade ao projeto e ver como poderíamos trabalhar juntos e foi assim que surgiu a parceria ”, disse João Raimundo. Posicionar-se como um “espaço de trabalho para mentes criativas” levou o LACS a concentrar-se nas artes e nas indústrias criativas como uma área prioritária. Segundo o sócio fundador do LACS, João Raimundo, responsável pelas artes, esta parceria com o Out Fest, MArt e Manicómio, faz parte de uma missão artística mais ampla do que a equipa LACS teria idealizado desde a sua fundação.“Vamos sempre tentar promover jovens artistas e arte pública através do LACS. Isso está de acordo com o que os fundadores do LACS veem como a sua missão”, explicou João Raimundo. “O pano de fundo para tudo isso é arte pública e a possibilidade do LACS fornecer acesso gratuito à cultura, incluindo artes visuais e performativas”. "É parte de uma missão social juntarmo-nos a projetos que envolvam artistas estabelecidos e jovens talentos para dar o apoio quando eles mais precisam", acrescenta João Raimundo, "e levar essa missão para onde o LACS estiver. 

 

Desafiar estereótipos

Dos dez artistas que exibem os seus trabalhos nos painéis do Parque Marechal Carmona, dois - Anabela Soares e Pedro Ventura - fazem parte do projeto Manicómio. O nome do projeto em Português significa Asilo e, deliberadamente, destina-se a ser um desafio imediato ao estigma da doença mental, uma vez que os artistas que apresentam têm experiências de problemas de saúde mental. "Não esperamos quebrar o estigma, não somos assim tão arrogantes. Por isso escolhemos este nome. Habituando-nos a dizer Manicómio, todos os dias, acaba por perder a conotação que leva ao estigma”, explica Bárbara Noronha, diretora de comunicação do projeto. Manicómio é a continuação de um projeto de 20 anos que começou no Hospital Psiquiátrico Júlio de Matos, em Lisboa, e proporcionou aos artistas com doenças mentais um lugar para trabalhar e bolsas de estudo que lhes permitem continuar a trabalhar. “Já é um projeto muito maduro. Estar fora do hospital faz diferença para os nossos artistas. Dentro do hospital são pacientes e fora do hospital são artistas”, observou Bárbara Noronha.


“Selecionamos artistas quando reconhecemos o seu potencial artístico através de artistas consagrados como Jorge Molder, Jeff Koons ou Pedro Cabrita Reis e damos-lhes um espaço decente para trabalhar com tudo o que precisam. Os nossos artistas, que são clinicamente diagnosticados, trabalham num espaço de trabalho flexível ao lado de web designers, arquitetos e advogados e essa interação ajuda a destruir a crença que, por sofrerem duma doença mental, não podem trabalhar ou interagir socialmente”, explicou.

Os outros oito artistas são do projeto MArt, uma academia aberta de artes visuais com sede em Lisboa e escola voltada para o ensino de diversas disciplinas artísticas e promoção de desenho individual, pintura, gravura, cerâmica, história e projetos de teoria de arte.

Os artistas expostos nos painéis LACS da Out Fest são: Ana Natividade | Anabela Soares | André Almeida e Sousa | David Gonçalves | Filipa Pestana | Francisca Carvalho | Mariana Dias Coutinho | Matilde Torres Pereira | Pedro Ventura | Rita Ra 


Destaques do Out Fest 

O Out Fest 2019 foi organizado pela NCS em parceria com a Câmara Municipal de Cascais e as empresas de produção de música electrónica Bloop e Fuse, que representam o cartaz no sábado, dia 25 e domingo, dia 26 de Maio, respectivamente. Além do principal evento de dois dias, este ano o Out Fest incluiu mais dois dias de eventos, disse José Rebelo Pinto. “No dia 23 houve um showcase do Bloop nas Piscinas Oceânicas do Tamariz e no dia 24 a Fuse fez uma demonstração no anfiteatro da Casa da Guia”, disse ele.

25 mai

LACS Faz Parceria com o Out Fest para Mostrar Trabalho de Artistas

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