André Lourenço, fundador do Trojan Horse was na Unicorn, numa conferência recente que deu no LACS Anjos, intitulada “Construindo a carreira 'impossível': um guia prático para a área de animação, jogos e efeitos visuais”, destacou como, quem quer trabalhar em entretenimento digital, pode traçar um plano para ser contratado pelos maiores nomes do setor.

É preciso organização, determinação e conhecimento do mercado, mas, segundo André, “não é difícil”, desde que se siga o seu plano pessoal. Ele descreve os primeiros passos a dar para colocar um pé na porta das profissões de animação, vídeo jogos e efeitos especiais.

 

Conheça o mercado do entretenimento digital

“Para conseguirmos arranjar emprego precisamos de conhecer o mercado nacional e internacional. Isso passa por perceber que empresas existem. As pessoas conhecem nomes como a Disney, Netflix, Blizzard, Riot, Apple, mas quem está a recrutar mais são empresas como a Space Ape e a Foxify. Nunca ninguém ouviu falar delas, no entanto pagam muito mais do que uma Netflix e as possibilidades de seres recrutado para estas empresas são maiores.”

Identifique as carreiras que existem aquilo que o apaixona

“É muito importante pesquisar as carreiras que existem dentro da indústria e perceber exatamente o que são para te poderes focar naquilo que queres. O primeiro passo é compreender a área e identificar o que te apaixona: 2D, 3D, efeitos especiais, animação, etc. Trabalhar na Disney é um sonho ou um objetivo? Se for um objetivo, vamos criar um plano para isso. Se for um sonho ficará sempre um sonho. “

Reconheça as suas referências

“Quem são as tuas referências? Quem é o top na área em que queres estar? Quais são as empresas em que gostavas de trabalhar? É a partir daqui que vais perceber o que precisas de fazer para ser como eles no futuro.”

Faça um plano concreto

“Com a pesquisa que fizeste podes delinear um plano concreto. Sabendo onde queres trabalhar, podes ir ao site de recrutamento da empresa identificar a carreira que te interessa e fazer um checklist das skills que precisas. Depois vais para casa trabalhar naquelas skills. Por exemplo, o teu portfólio dentro de X tempo tem que ter X coisas. A partir daqui identificas as capacidades que precisas de desenvolver para poderes falar com os recrutadores da Disney, por exemplo. Entre seis meses a um ano depois, vês o que precisas em termos de formação – existe muita on-line. Podes precisar de um mentor. Nesse caso, a Talent League do THU pode ajudar-te.”

Estude marketing e liderança

“É importante ler sobre liderança ou marketing, uma área que os artistas ignoram muitas vezes, uma vez que é nesta área que está a grande diferença. Com esta informação consegue-se ir a uma entrevista de emprego e falar de maneira a ser-se contratado.”

Procure feedback negativo

“As pessoas têm muito medo de mostrar o seu trabalho porque têm medo de ‘levar na cabeça.’ No THU ensinamos que é preferível receber feedback negativo do que ‘palminhas nas costas’. O próprio processo de recrutamento serve para se perceber o que está mal e é isso que é importante melhorar.”

 

Três perguntas a André Lourenço

A conferência intitula-se Construir a carreira “impossível”. Que carreiras chamadas impossíveis são estas?

São carreiras ligadas à indústria do entretenimento digital, ou seja, à área de animação, jogos e efeitos especiais. São aquelas carreiras que as pessoas acham que não existem em Portugal: de artistas de 2D e 3D, de efeitos visuais, generalistas e ambientalistas. No fundo, são nomenclaturas a que o português não está habituado.

O que mudou para que estas carreiras se tenham tornado possíveis?

Mudou o mercado mundial. A procura de conteúdos é tão grande que grandes empresas como a Disney, Netflix, Apple e Amazon estão a recrutar pessoas pelo mundo inteiro. Não só podes criar empresas em Portugal, como podes trabalhar enquanto freelancer para o mundo inteiro.

Afirmou que as universidades não ensinam os estudantes a arranjar emprego na área do entretenimento digital. Como podemos ultrapassar esta limitação?

É preciso entender como funciona o mercado. Sabendo isso pode-se delinear um plano para dar resposta às necessidades do mercado. Na nossa carreira precisamos de um bom computador, um bom WACOM (interactive pen display), uma boa ligação à Internet e tempo. Hoje em dia com estes quatro elementos consegue-se desenvolver um portfólio para ter o trabalho que e como se quer.

20 set

Entrevista com: André Lourenço, THU

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